{"id":619,"date":"2014-08-03T19:38:36","date_gmt":"2014-08-03T17:38:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilbabyaffair.org\/?page_id=619"},"modified":"2014-10-31T20:36:19","modified_gmt":"2014-10-31T18:36:19","slug":"historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.brazilbabyaffair.org\/pt-br\/sobre\/historia\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>O fen\u00f4meno da Ado\u00e7\u00e3o Internacional se estabeleceu nos anos 1970 e deu in\u00edcio ao aumento da pr\u00e1tica em que crian\u00e7as rec\u00e9m-nascidas de pa\u00edses do terceiro mundo se tornavam dispon\u00edveis para casais de pa\u00edses do primeiro mundo. O Brasil se tornou um importante \u201cpa\u00eds de origem\u201d na Ado\u00e7\u00e3o Internacional.<\/p>\n<p>Casais predominantemente sem filhos, de pr\u00f3speros pa\u00edses \u201creceptores\u201d como a B\u00e9lgica, Fran\u00e7a, Alemanha, Gr\u00e3-Bretanha, It\u00e1lia, Pa\u00edses Baixos, Espanha, Su\u00e9cia, Sui\u00e7a e os Estados Unidos estavam interessados em adotar um beb\u00ea do Brasil. No final dos anos 1970 e in\u00edcio dos anos 1980, um grande n\u00famero de casais estrangeiros veio do seu pa\u00eds de origem para o Brasil em busca de beb\u00eas para adotar (ilegalmente). Com um pico no meado dos anos 1980, muitos casais israelenses tamb\u00e9m adquiriram beb\u00eas brasileiros.<\/p>\n<p>At\u00e9 1985, O Brasil era governado por uma ditadura militar. Este regime n\u00e3o lidou de forma correta com os problemas das mulheres gr\u00e1vidas que n\u00e3o tinham o apoio do pai da crian\u00e7a. Em alguns casos, isto significava que as m\u00e3es brasileiras eram for\u00e7adas a abandonar seus filhos ap\u00f3s o nascimento. Infelizmente, isso nem sempre ocorreu com o consentimento da m\u00e3e. At\u00e9 meados da d\u00e9cada de 1980, os n\u00fameros oficiais da Ado\u00e7\u00e3o Internacional do Brasil eram muito limitados; os procedimentos oficiais eram ligados \u00e0 regras e regula\u00e7\u00f5es rigorosas, o que tornou virtualmente imposs\u00edvel a ado\u00e7\u00e3o oficial de beb\u00eas e crian\u00e7as brasileiras por parte de casais estrangeiros.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, naquela \u00e9poca, a Ado\u00e7\u00e3o Internacional era vista como a solu\u00e7\u00e3o tanto para as m\u00e3es brasileiras e para os seus filhos quanto para os casais estrangeiros, cujo desejo era criar um beb\u00ea brasileiro rec\u00e9m-nascido. Naquele tempo as partes envolvidas nos processos de Ado\u00e7\u00e3o Internacional usavam a opini\u00e3o p\u00fablica para justificar suas a\u00e7\u00f5es. Ao passo que a Ado\u00e7\u00e3o Internacional deveria realmente concordar com as declara\u00e7\u00f5es de direitos humanos aplic\u00e1veis. As consequ\u00eancias e dificuldades futuras que os adotados brasileiros podiam enfrentar em suas vidas adultas como resultado de suas ado\u00e7\u00f5es n\u00e3o estavam sendo levadas em considera\u00e7\u00e3o pela maioria das partes envolvidas no processo de tomada de decis\u00e3o que levava \u00e0 Ado\u00e7\u00e3o Internacional no Brasil.<\/p>\n<p>Em geral, evid\u00eancias atualmente dispon\u00edveis sugerem que a cren\u00e7a prevalecente daqueles dias, ao direito a uma crian\u00e7a, junto com os limitados instrumentos de direitos humanos internacionais para proteger os direitos tanto da m\u00e3e quanto de seus filhos, levou, em muitos casos, \u00e0 pr\u00e1tica da ado\u00e7\u00e3o ilegal no Brasil.<\/p>\n<p>Note-se que, em muitos casos, as m\u00e3es brasileiras eram mal informadas, ou at\u00e9 n\u00e3o recebiam informa\u00e7\u00e3o alguma sobre o destino de seus filhos. Al\u00e9m disso, elas eram deixadas essencialmente sem op\u00e7\u00e3o; dadas as circunst\u00e2ncias, entregar seu filho para a Ado\u00e7\u00e3o Internacional era o \u00faltimo recurso.<\/p>\n<p>H\u00e1 casos em que foi dito \u00e0 m\u00e3e que seu beb\u00ea havia morrido durante o parto, enquanto na realidade, a crian\u00e7a fora vendida para a ado\u00e7\u00e3o ilegal.<\/p>\n<p>Estas circunst\u00e2ncias resultaram em numerosos rec\u00e9m-nascidos brasileiros sendo traficados para a ado\u00e7\u00e3o ilegal. Estes casos, conhecidos como Brazil Baby Affair, ou Caso do Beb\u00ea do Brasil, s\u00e3o caracterizados pelo fato que os beb\u00eas eram privados, intencionalmente, do seus direitos \u00e0 identidade, do mesmo modo, do mesmo pa\u00eds, durante o mesmo per\u00edodo de tempo.<\/p>\n<p>A priva\u00e7\u00e3o ao direito \u00e0 identidade ocorreu pelo registro falso de um beb\u00ea brasileiro como sendo o filho biol\u00f3gico de um casal estrangeiro. Ao registrar a crian\u00e7a brasileira como sua, foi apagada qualquer refer\u00eancia \u00e0 identidade original da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Os casais estrangeiros tamb\u00e9m eram, de certa forma, deixados no escuro sobre a verdadeira origem do seu filho adotivo.<\/p>\n<p>Em alguns casos, os casais estrangeiros n\u00e3o foram diretos ou n\u00e3o sabiam como seus filhos adotivos se tornariam, eventualmente, legalmente deles. Em todos estes casos, os casais estrangeiros eventualmente passaram a ignorar os detalhes destas pr\u00e1ticas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fen\u00f4meno da Ado\u00e7\u00e3o Internacional se estabeleceu nos anos 1970 e deu in\u00edcio ao aumento da pr\u00e1tica em que crian\u00e7as rec\u00e9m-nascidas de pa\u00edses do terceiro mundo se tornavam dispon\u00edveis para casais de pa\u00edses do primeiro mundo. O Brasil se tornou um importante \u201cpa\u00eds de origem\u201d na Ado\u00e7\u00e3o Internacional. 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